4 dicas realistas para melhorar o seu inglês

Quando saímos do Brasil pra estudar inglês no exterior, temos a impressão de que com 15 horas de aula semanais durante 26 semanas vamos voltar para o Brasil discursando feito Barack Obama. Pois bem, infelizmente estou aqui para dizer que não é bem assim. Tudo dependerá do seu esforço pessoal. Quanto mais empenhar, a melhora poderá ser muito significativa.

Eu discordo quando as pessoas dizem que não se aprende inglês na escola, principalmente porque o gasto mais alto do intercâmbio no primeiro momento é com ela. Penso que devemos tirar o máximo de proveito do que ela tem a oferecer – geralmente a base gramatical.

Todavia, depender apenas da escola não irá ajudar muito no seu inglês, afinal, são 3 horas de aula mais 8 horas de sono, logo, ainda sobram 13 horas para falar português. Ao invés de gastar esse tempo todo com a família no Skype ou com os amigos na Dicey’s, por que não estudar um pouco mais, mas de uma maneira natural, integrada à sua rotina?

Listening (Audição/ Compreensão)

Foto: Shutterstock

Muita gente morre de medo de conversar com irlandeses ou outros estrangeiros, por receio de não conseguir entender o que eles falam. O que devemos ter na cabeça é que o diálogo com um estrangeiro não é um bicho de sete cabeças.

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Os irlandeses, em sua maioria, gostam muito de conversar. Se você puxar assunto, principalmente com idosos, logo vai perceber isso. Tem medo mesmo assim? Que tal, então, praticar?

Hoje em dia, a maioria das pessoas não tem rádio em casa, mas todo mundo tem celular, certo?

Então nossa a dica é: sintonize uma estação online no seu amigo móvel e comece a praticar o listening, mas não vale ser uma rádio que toque música sem intervalo. Tem que escolher uma que tenha programas com entrevistas ou uma na qual os apresentadores interajam com os ouvintes através de ligações, leitura de e-mails, etc. Os podcasts também são recomendados.

A 104 FM tem alguns programas no estilo citado e no site da BBC é possível encontrar  podcasts, assim como ouvir as rádios da emissora.

Reading (Leitura)

Foto: Shutterstock

Não adianta dizer que você não gosta de livros, jornais e revistas, porque você tem que ter consciência de que nunca terá um inglês realmente bom se não ler. Não precisa, dessa forma, se afundar em bibliotecas. Se quiser fazer apenas o mínimo, basta passar acessar os sites de notícias e dar uma lida nas novidades.

Tente ir 10 minutos mais cedo para a aula, assim, antes do professor chegar você pode aproveitar para ler alguma matéria em inglês. Muitos jornais tem sessões para todos os gostos: esportes, cultura, política… enfim, todo tipo de notícia sobre a Irlanda. É só escolher o assunto que mais te interessa e mandar ver!

A questão com a leitura é que sempre surgirão palavras ou expressões novas, além de gírias e metáforas, logo, chegando um pouco mais cedo na aula você acaba tendo a chance de esclarecer a dúvida com o professor assim que ele adentrar a sala.

Writing (Escrita)

Coloquei a leitura antes da escrita porque eu realmente acho que ler irá aumentar e melhorar seu vocabulário, o que consequentemente enriquecerá a sua escrita, visto que além do vocabulário, você se familiariza com novas estruturas oracionais. Eu sempre peço extra writing pro meu professor, geralmente aos finais de semana, pois assim tenho mais tempo pra fazer. Ele corrige e me devolve em seguida.

Acho uma boa abusar do professor nesse sentido, pois ele pode corrigir sua concordância, adequação ao padrão textual sugerido, pontuação, sintaxe, etc. Devemos lembrar sempre que estamos aprendendo uma língua nova, então a correção é sempre necessária e deve ser considerada bem-vinda, afinal, aprendemos mesmo através dos erros.

Speaking (Fala/Fluência)

Essa é a parte mais divertida – mas também a mais aterrorizante. Muita gente morre de medo de falar na aula e, principalmente, fora dela. Mas qual é a vantagem de viver em um país de língua inglesa e não falar inglês? Pois é, nenhuma. Portanto, engula esse medo e vá falar!

E nem adianta dizer que mora só com brasileiros e sua escola está cheia deles, porque todo mundo sabe que quando se quer de verdade, dá-se um jeito, afinal, o estrangeiro aqui é você, portanto, há mais falantes de língua inglesa do que língua portuguesa. Você só precisa ir aos lugares certos. Em Dublin, existem diversos grupos de conversação, assim como eventos nos quais você pode conhecer pessoas de vários países. O objetivo pode até não ser apenas a conversação, mas fazer amizades sem conversar não rola, então você acaba conversando, melhorando seu inglês e fazendo amigos.

Revisado por Tarcísio Junior
Imagens via Shutterstock
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