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É necessário tomar vitaminas ou suplementos alimentares na Irlanda?

É só pisar em um supermercado irlandês e reparar a quantidade de vitaminas que estão à venda nas prateleiras. São para todas as funções.

Alguns dizem que é preciso da vitamina D por causa da falta de sol na ilha. Outros, que não se pode deixar de tomar um dia a vitamina C para não ter gripe. Ainda há os que tomam um só comprimido contendo uma diversidade de vitaminas. E assim vai.

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© Merlin7125 | Dreamstime.com

Mas será mesmo que, ao chegarmos à Irlanda, precisamos aderir a este costume de tomar muitas vitaminas todos os dias? A nutricionista Isis Stelmo conversou com o E-Dublin e deu algumas dicas sobre o assunto.

Comida é o principal meio de ingestão de proteínas

Tabela mostra quais são as principais fontes de vitaminas. Foto: Elenabsl/DreamstimeTabela mostra quais são as principais fontes de vitaminas. Foto: Elenabsl/Dreamstime

Tabela mostra quais são as principais fontes de vitaminas. Foto: Elenabsl/Dreamstime

Café da manhã, almoço, jantar e lanches nos intervalos do dia e da noite são as melhores formas de ingerir o que o corpo necessita diariamente. Segundo Isis, suplementos só são indicados quando, por algum motivo, a alimentação não está adequada ou há alguma questão de saúde prejudicando a absorção desses nutrientes.

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“Sabemos que mudanças na rotina, como mudar de país, por exemplo, podem afetar a alimentação. Muitos vêm para a Irlanda sem saber cozinhar, utilizar ingredientes, não têm autonomia de escolha, pois não eram responsáveis pelas compras no supermercado no Brasil”, explica.

A nutricionista recomenda 5 porções de frutas, legumes e verduras por dia, já que, quanto mais comemos alimentos diferentes no dia a dia, maior a oferta de nutrientes diversificados.

Vitaminas são recomendadas?

Isis relata que vários estudos têm mostrado que, para a população em geral, não há benefício algum ficar tomando multivitamínicos. “Eu, como nutricionista, também não recomendo cápsulas com vitaminas e minerais misturados, pois a interação com certos alimentos pode facilitar ou prejudicar a absorção de cada um deles, e daí não se sabe muito bem o que foi absorvido e o que foi excretado pela urina e fezes”.

Ela afirma que, em alguns casos de saúde e ciclos da vida específicos, suplementações são bem-vindas, como no caso do ferro e ácido fólico na gestação e para pessoas acima de 60 anos, com a suplementação de cálcio e vitamina D a fim de retardar a perda de massa óssea e prevenir osteoporose.

Comprar só depois de perceber algo errado

Quedas de cabelo, estresse e cansaço podem ser resultado de falta de vitaminas no corpo. Foto: Zhekos/Dreamstime

Comprar vitaminas por comprar não é necessário. Segundo Isis, antes de tomar a decisão de comprar suplementos, deve-se entender o que está errado.

Entre alguns problemas estão queda de cabelo e cansaço. Fazer uma autoavaliação sobre rotina, alimentação, falta de sono e estresse também é importante.

“Tudo isso interfere, e é preciso tentar melhorar esses aspectos antes de sair comprando pílulas e mais pílulas. Quando possível (sabemos a dificuldade de ingressar no sistema de saúde aqui na Irlanda), fazer uma avaliação médica, exames de sangue”, relatou.

Vitamina D para quem mora na Irlanda

Isis ressaltou que o único suplemento que indica é a Vitamina D, principalmente durante o inverno, já que, na Irlanda, o sol é escasso e, até quando ele aparece, andamos com os corpos cobertos.

Mas isso não se limita apenas à Irlanda. Em países com pouca incidência de sol, ou com o período de inverno muito longo, é recomendada a ingestão da vitamina para compensar.

Cuidado com doses excessivas

Tomar muita vitamina pode fazer mal. Segundo Isis, se a opção for tomar as cápsulas, é preciso respeitar as quantidades sugeridas pela bula ou embalagem e observar a quantidade de vitamina ou mineral que há em cada cápsula e o quanto isso representa da ingestão recomendada diária a fim de evitar excessos. “Hipervitaminoses e minerais em excesso trazem tanto prejuízo para saúde quanto suas carências.”

Imagens via Dreamstime
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Rubinho Vitti

Jornalista de Piracicaba, SP, vive em Dublin desde outubro de 2017. Foi editor e repórter nas áreas de cultura e entretenimento. Também é músico, canceriano e apaixonado por arte e cultura pop.

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