Estágio no exterior sem falar inglês é possível? 

Estágio no exterior sem falar inglês é possível? 

Colaborador edublin

7 anos atrás

Quanto custa um intercâmbio?

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Formada em Gestão do Agronegócio pela Faculdade de Tecnologia de Ourinhos e com especialização em Agronegócio pela USP de Piracicaba.”, essa foi a frase que mais escrevi nos últimos dois anos em perfis de sites como LinkedIn e Catho, além de cover letters para candidatura a vagas de emprego no Brasil.

Formada há dois anos e sem nunca ter atuado na minha área, comecei a pensar sobre onde estava errando, pois a oportunidade que eu tanto esperava nunca chegava. Mas a resposta estava estampada na minha cara: faltava o inglês.

Sem o inglês as oportunidades de emprego no Brasil não acontecia. © Mohamad Faizal Ramli | Dreamstime.com

Sem o inglês, as oportunidades de emprego no Brasil não aconteciam. © Mohamad Faizal Ramli | Dreamstime

Por não ter o inglês fluente, perdi o emprego dos sonhos no Brasil e não conseguia me candidatar para nenhum processo seletivo de trainee, já que, hoje em dia, a fluência no idioma não é mais um diferencial e, sim, uma obrigatoriedade.

Então, decidi que era hora de mudar de ares e fazer um intercâmbio. Com isso, o destino escolhido foi a cidade de Dublin, na Irlanda, devido a diversos fatores, como: custos menores quando comparados a outros países, poder estudar e trabalhar, além do processo para tirar o visto ser bem mais simples.

Com o destino escolhido, comecei a pesquisar na internet se em Dublin havia alguma empresa do Agronegócio voltada para a área em que desejo atuar — “Bem-estar dos animais de produção”.

Encontrei o departamento de pesquisa de bem-estar animal na School Veterinary Medicine na University College Dublin, que desenvolve pesquisas e publica em revistas de veterinária.

Consegui estágio na Irlanda sem inglês. © Photopal604 | Dreamstime.com

Consegui estágio na Irlanda sem inglês. © Photopal604 | Dreamstime

Então, pensei: “Vou enviar um e-mail falando que estarei em Dublin por 8 meses fazendo um intercâmbio e se, por um acaso, existe a possibilidade de fazer um estágio no departamento, o máximo que vou ouvir é um não…”. E foi isso que fiz!

No e-mail, falei do meu interesse de atuar na área e deixei claro que NÃO sabia falar inglês e que estava indo para Dublin, justamente, para aprender a língua, além de querer conviver com pessoas e culturas diferentes.

Para minha surpresa, tive um retorno! Recebi um e-mail da pessoa responsável pelo departamento falando para enviar meus artigos e monografias sobre o bem-estar animal. Enviei e, um tempo depois, recebi um segundo e-mail com o contrato de estágio para assinar.

Com isso, há dois meses estou em Dublin e fazendo meu estágio, que consiste na pesquisa de dados e desenvolvimento de um artigo científico em inglês sobre o bem-estar animal, que será publicado em uma revista de veterinária da Irlanda.

Como eu estou conseguindo escrever um artigo científico em inglês? Só Deus sabe… kkk, brincadeira… Estou estudando muito e me esforçando pra caramba! A cada dia, percebo que estou melhorando, tudo está dando certo e o artigo está ficando muito bom.

Resolvi escrever esta matéria para incentivar outras pessoas e falar que não devemos ter medo de arriscar! Afinal, o máximo que podemos ouvir é um não!

Sobre a autora:
thumbnail_22851789_1347374468705263_5840606777013331204_nCíntia Aparecida Vaz do Amaral tem 26 anos, casada, especialista em agronegócio e mora em Dublin há 2 meses.

Imagens via Dreamstime
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