A Irlanda restringiu ainda mais a emissão de vistos a estrangeiros no país.
Uma das novas medidas restritivas começou a valer desde a meia-noite desta quinta, 28 de janeiro. A Ministra da Justiça Helen McEntee assinou o regulamento que suspende o acesso sem visto (“visa-free travel”) à Irlanda de cidadãos de 11 países da América do Sul — Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname e Uruguai — e África do Sul.
Na prática, quem chegar destes países precisa já ter algum tipo de visto para poder entrar na Irlanda.
Porém, começou a valer no dia 29 de janeiro a interrupção temporária de novos pedidos de visto. Ou seja, no momento, o governo irlandês não está autorizando novos residentes estrangeiros em seu território, “apenas os pedidos de vistos de longa duração concedidos para fins essenciais estão sendo considerados”.
“Todos, independentemente de sua nacionalidade ou status de visto, que não podem fornecer prova de um propósito essencial para viajar para ou dentro da Irlanda, não devem viajar para a Irlanda”, diz o comunicado.
O governo afirmou que pretende “retomar a aceitação de inscrições assim que as preocupações com a segurança diminuírem”.
Os regulamentos fazem parte de uma série de ações anunciadas pelo governo irlandês na terça-feira, 26 de janeiro, como forma de controlar o aumento no número de casos da Covid-19 no país.
Antes da aprovação do regulamento, quem chegava do Brasil e dos países citados acima tinha autorização de entrar na Irlanda sem visto, com a possibilidade de entrada como turista válida por 90 dias (“visa-free travel”).
Esse período era o tempo necessário para que o estrangeiro pudesse obter a permissão de residência, fosse por estudo, trabalho, etc.
Agora, só entra na Irlanda quem vier do Brasil com um visto. O site do Departamento de Justiça já foi atualizado. Na página específica sobre o Brasil, o site diz:
“Em 26 de janeiro, o governo anunciou a introdução de restrições adicionais às viagens de curto prazo, que permanecerão em vigor até 5 de março. Isso inclui a suspensão de viagens sem visto para a Irlanda para cidadãos da América do Sul.”
O site da INIS (Irish Naturalisation and Immigration Service) também foi atualizado com o Brasil agora fazendo parte da lista de países em que seus cidadãos precisam de visto para entrar na Irlanda.
Como informamos acima, a Irlanda está autorizando novos vistos apenas para objetivos essenciais.
Porém, considerando as atualizações no setor de imigração na Irlanda, a partir desta semana, os brasileiros que quiserem estudar no país vão precisar tirar um visto de estudo online antes de embarcar, seja para curso de graduação, curso de inglês, etc. Não se sabe ainda se esta regra vai perdurar após 5 de março, porém é importante já se familiarizar com as novas regras.
Passo a passo:
Observação: Por causa das novas medidas publicadas no dia 29 de janeiro, embora ainda seja possível solicitar um visto ou pré-autorização online de maneira normal, “essas medidas temporárias significam que os candidatos não serão capazes de concluir o processo de inscrição”, diz o site da INIS. Após 5 de março, as regras podem voltar ao que era antes, ou não. Por isso, é preciso ficar atento às instruções divulgadas no site da INIS e nas notícias que divulgamos em nosso site.
Segundo a INIS, configuram como casos emergenciais que podem solicitar o visto para entrar no país:
Quem precisar viajar para “fins essenciais” deve solicitar um visto online e isso será considerado “caso a caso” pelo governo irlandês.
Outra questão presente nas medidas do governo irlandês é a quarentena obrigatória para quem chega do Brasil e da África do Sul, que deverá ser feita em espaços determinados pelo governo como hotéis, por exemplo. Apesar de anunciada na terça-feira, a medida ainda não entrou em vigor.
Segundo o Irish Times, em reunião ontem, o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, disse que uma legislação detalhada está sendo elaborada para introduzir novos planos para a quarentena de alguns viajantes em hotéis e outros em casa.
“O Departamento de Saúde – que tem a tarefa de implementá-las – não foi capaz de oferecer um cronograma firme sobre quando as várias medidas acordadas pelo Conselho de Ministros estariam em vigor”, diz o jornal.
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