Relatório aponta falta de confiança de comunidades africana e brasileira na polícia irlandesa
18 horas atrás
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Estudo financiado pela Autoridade de Polícia pede lei contra ‘perfilamento racial’ e critica atuação da Garda em casos de abuso racista
Um novo relatório publicado revelou que membros das comunidades brasileira e africana na Irlanda têm baixa confiança na Garda (polícia irlandesa), citando perfilamento racial, falta de credibilidade nas denúncias e atitude branda diante de ataques racistas como principais motivos.
A pesquisa foi encomendada e financiada pela Policing Authority (Autoridade de Polícia) e conduzida pela especialista em direitos humanos Dr. Lucy Michael, pelo diretor da Irish Network Against Racism, Shane O’Curry, e outros pesquisadores. O estudo é intitulado “Experiências de policiamento entre brasileiros e pessoas de ascendência africana na Irlanda”.
Relatório mostra percepções discriminatórias de brasileiros em relação à Garda

Segundo os entrevistados, a Garda trata de forma diferente casos envolvendo brasileiros e africanos na Irlanda. Foto: Unsplash
Com base em uma pesquisa nacional com 172 participantes, 30 entrevistas em profundidade e quatro grupos focais — incluindo brasileiros e africanos em áreas urbanas e rurais —, o estudo conclui que a percepção geral sobre o comportamento da Garda com comunidades étnicas minoritárias é “predominantemente negativa”.
Entre os principais relatos, estão:
- Jovens negros sendo parados repetidamente e interrogados de forma agressiva, especialmente em regiões do interior.
- Brasileiros, principalmente entregadores e motoristas de riquixá, sendo alvo frequente de buscas e questionamentos por suspeita infundada de tráfico de drogas.
- Multas indevidas, mesmo quando documentos como seguro e imposto do carro estavam em ordem.
- Denúncias de violência doméstica e agressões não recebendo a mesma seriedade que aquelas feitas por vítimas irlandesas brancas.
Recomendações do relatório:
- Os autores pedem a criação de uma lei que proíba o perfilamento racial, além de:
- Revisão de operações de “stop-and-search” (parar e revistar);
- Monitoramento da satisfação de comunidades migrantes com a atuação policial;
- Fim de acusações vexatórias direcionadas a grupos minoritários.
Resposta da Garda
Em nota oficial divulgada pelo jornal The Irish Times, a Garda afirmou que está comprometida com o policiamento baseado em direitos humanos e disse levar seriamente qualquer acusação de perfilamento racial. “A Garda não pode comentar incidentes individuais, mas encorajamos qualquer pessoa insatisfeita com o tratamento recebido a registrar uma queixa”, diz o comunicado.
A corporação ressaltou ainda que não possui base legal para coletar dados étnicos, e que isso limita a análise estatística de possíveis práticas discriminatórias. No entanto, apoia a criação de uma legislação que permita tal coleta.
A Garda também destacou que mais de 3.000 agentes já participaram de cursos de formação em direitos humanos, em parceria com a Universidade de Limerick.
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